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Notícias gerais › 17/06/2016

A confissão de Pedro e a nossa confissão

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“Todo mundo erra. Todo mundo erra sempre”, diz a letra do pagode gravado pelo Grupo Revelação, sucesso na década de 1990. Errar é fruto da limitada condição humana. Ilude-se quem julga nunca errar e cresce que admite o erro e procura evitá-lo no futuro. Nesta direção aponta a primeira leitura da Liturgia deste 12º Domingo do Tempo Comum (Zc 12,10-11;13,1). O profeta anuncia um tempo de graça e de oração, mas também de choro e lamentação pelos erros cometidos. E, desta humilde consciência nascida de uma atitude orante, Deus abre as portas da reconciliação: “Naquele dia, haverá uma fonte acessível à casa de Davi e aos habitantes de Jerusalém, para ablução e purificação” (Zc 13,1).

Na caminhada de fé também estamos sujeitos a erros, e o Evangelho (Lc 9,18-24) nos manifesta esta possibilidade. Ao serem apresentados a Cristo, muitos foram capazes de dizer que Ele era Elias, João Batista ou alguns dos profetas. Era a primeira impressão que tinham ao entrar em contato com o Mestre e com seus ensinamentos. Apresentados à figura de Jesus, também podemos incorrer em conclusões precipitadas quando enxergamos n’Ele, por exemplo, um poderoso realizador de desejos, especialmente daqueles de cunho material, conforme ensina a chamada Teologia da Prosperidade.

A resposta certa, no entanto, vai nascendo aos poucos no coração de quem se dispõe a permanecer junto a Jesus. Quem se empenha na vida de oração, na leitura, meditação e estudo da Sagrada Escritura, na prática da caridade concreta, na vivência celebrativa dos sacramentos, vai se aprofundando também no conhecimento do Messias, do Ungido de Deus. Responder à indagação de Jesus (E vocês, quem dizem que sou?) não se faz de bate-pronto, somente com a boca, de uma só vez, como fez Pedro e por isso foi também advertido severamente. É resposta que se constrói no seguimento, dia a dia, com disposição de carregar a cruz junto com o Mestre (cf. Lc 9,23). É compromisso que vai se aprofundando desde o Batismo e só se conclui quando terminamos nossa jornada, junto d’Aquele a quem em vida buscamos amar.

Frei Gustavo Medella 

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