Niterói, 06/09/2010
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Chama viva do Amor - A Eucaristia

Tendo amado os seus, amou-os até o fim. Sabendo que chegara a hora de partir deste mundo para voltar para seu Pai, no decurso de uma refeição, lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do Amor. Para deixar-lhes uma garantia deste Amor, nunca afastar-se dos seus e fazê-los participantes de sua Páscoa, instituiu  a “Eucaristia” como memória de sua morte e ressurreição e ordenou a seus apóstolos que a celebrassem até a uma volta, constituindo-os então, sacerdotes  do Novo Testamento.

Cristo designa-se como o pão da vida descido do céu!

Desde o início, a Igreja foi fiel ao mandado do Senhor. Da Igreja de Jerusalém se diz: “Eles eram perseverantes no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações... Dia após dia, unânimes, reuniam-se no Templo e partiam o pão nas casas, e comiam o alimento com alegria e simplicidade de coração (At 2, 42-46).

Assim, celebração em celebração, anunciando o Mistério Pascal de Jesus “até que Ele venha” (I Cor 11, 26), o povo de Deus em peregrinação “avança pela porta estreita da cruz”, em direção ao banquete celeste, quando todos os eleitos se sentarão à mesa do Reino. Jesus perpetuou sua presença entre nós até o fim dos tempos.

É a mais forte expressão de fé pública na verdadeira e real presença de Cristo no pão (hóstia) e no vinho consagrados. A Eucaristia é o centro da vida e da missão de Jesus entre os seres humanos.

Jesus se doou a nós, para nos dar amor e alegria, fé e esperança, unidade e coragem.
Introduzir a Eucaristia na vida do povo de Deus, e, dessa forma, transformar a face da Terra. É o centro de nosso ser cristão, nasceu do sofrimento, do amor que, na cruz, encontrou o seu ápice!

Deus nos salvou e chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas obras, mas em virtude de sua própria decisão e de sua graça, favor imerecido!(II Tim 1,9ª).

Rita Sodré
Fonte: Jornal da Porciúncula, nº 1841, de 13/06/10

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