Niterói, 04/09/2010
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Maria, Mãe dos Sacerdotes

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Maria, Mãe dos Sacerdotes
Nosso Bento XVI afirma: “Neste ano sacerdotal, é belo contemplarmos Maria como Mãe de todos os padres. Na Cruz, proclamou a sua maternidade espiritual e universal. Ao fazer a todos o dom de sua mãe, Jesus quis confiá-la especialmente aos seus discípulos, aos padres, que são chamados, mais do que ninguém, a acolhê-la em sua casa, ou seja, introduzindo-a no dinamismo de sua existência e no horizonte de seu apostolado”.

Nosso atual Papa apresenta também Maria como modelo perfeito para sacerdotes:
“Quando Deus decidiu fazer-se homem em seu Filho, necessitava do ‘sim’ livre de uma criatura sua. Deus não atua contra nossa liberdade. E aconteceu uma coisa verdadeiramente extraordinária; Deus se faz dependente da liberdade, do ‘sim’ de uma criatura, e este espera o ‘sim’. São Bernardo de Claraval, em suma de suas homilias, explicou de modo dramático este momento decisivo da história universal, onde o céu, a terra e Deus mesmo esperam o que dirá esta criatura”.

Bento XVI ainda lembra que o Vaticano II “convida os sacerdotes a olharem a Maria como modelo perfeito da própria existência, invocando-a como mãe do Supremo e Eterno Sacerdote, Rainha dos Apóstolos, auxílio dos presbíteros em seu ministério. E os presbíteros, diz o Concílio, deve então venerá-la e amá-la com devoção e culto filial”.

Sacerdotes com Maria

Jesus fez-se sacerdote por meio de Maria e quer com ela cumprir a sua missão sacerdotal. COM ISSO, ele associou Maria a todos os sacerdotes a fim de que continuasse junto deles a desempenhar a função que lhe atribuíra ao lado do seu sacerdócio. Ao identificar-se com o sacerdócio de Jesus, o nosso conserva todas as suas relações.

Meditando sobre as relações que, no exercício de sacerdócio, nós, padres, temos com Maria, devemos, em primeiro lugar, fazer o propósito de convencermos cada vez mais da dependência que a Ela nos prende e, em segundo lugar, de tentarmos compreender como, por força dessa dependência, nos encontramos num estado e santidade que devemos cultivar precisamente com Maria.

Conclusão lógica e confortadora: Maria é Mãe dos Sacerdotes.

Venerar e amar Maria com devoção e amor filial

No Documento do Vaticano II “A Bem Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, no mistério de Cristo e da Igreja, encontramos orientações seguras para uma verdadeira veneração à Maria”. Sobre veneração no n° 140, assim fala: “Os fieis devem venerar também a memória primeiramente da gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo”.

O Vaticano II, n° 158, define a verdadeira devoção a Maria: “Saibam os fieis que a verdadeira devoção não consiste no estéril e transitório afeto, nem numa certa vã credulidade, mas procede da fé verdadeira pela qual somos levados a conhecer a excelência da mãe de Deus, e excitados a um amor filial para com nossa Mãe e à imitação das suas virtudes.
Termino com este testemunho: não conheço padre algum que venere e ame Maria com amor filial que não seja fiel a Deus e ao Sacerdócio.

Dom Benedito Francisco de Albuquerque
Bispo Emérito de Itapipoca
Fonte: site da Diocese de Itapipoca

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