Niterói, 04/09/2010
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TEXTOS/ARTIGOS

Meditando sobre a vida de Santo Antônio – 4ª parte

 

٠ No meio de um sermão de Santo Antônio, entrou um louco e com voz alterada e gestos desordenados perturbava os ouvintes, que não conseguiam prestar atenção nas palavras do pregador. De repente o louco disse: "Não sossegarei enquanto aquele homem (e apontou para Santo Antônio) não me der o cordão que usa na cintura". O Santo retirou o cordão e com ele envolveu o louco, que foi imediatamente curado.

٠ "A rebeldia e desobediência a Deus nos trans­formam em filhos péssimos e degenerados. Ao nos criar, o Senhor estampou em nossa alma a sua divina imagem, da mesma maneira com que um pai da terra transmite aos filhos, pelo sangue, as suas próprias feições. Pois bem, aquela imagem e semelhança com o Pai celeste nós a perdemos ao cometer um pecado grave. Pior do que isso, nós chegamos a substituir aquela imagem de Deus pela do próprio demônio. É exatamente isto! Cada vez que um cristão comete um pecado grave, imprime em sua alma a imagem de Satanás, fazen­do-se semelhante a ele, tornando-se seu filho" (Sermones l, p. 363).
"Quem vai contra Deus, vai contra si próprio; quem renega a Deus, está renegando a si próprio. É que a arma do pecador se volta contra ele mesmo, para feri-lo de morte. Nós chamamos de morte a separação entre a alma e o corpo..., mas a verdadeira morte é quando o homem se separa de Deus pelo pecado. A outra morte não passa de uma sombra, comparada a esta morte.
Quando o homem se coloca em estado de pecado grave, ele se aniquila; pois fica faltando nele a graça de Deus, que é o Ser por natureza. É somente com a graça que o homem readquire a dignidade de nova criatura" (Sermones III, p. 241 ).
"O pecado, especialmente se for grave, deve parecer para nós o que realmente é: um ato abomi­nável impregnado de tríplice malícia, pois ofende a Deus, dá a morte a quem o pratica e escandaliza o próximo. Dessa forma, a justiça é violada de três maneiras, pois se recusa a honra devida a Deus, prejudica-se nossa própria vida e se nega o amor ao próximo" (Sermones \, p. 18).


٠ Antônio gozava de grande prestígio por sua santidade. Era natural que muitas famílias em situações difíceis recorressem à sua oração e persuasão para superar as próprias crises. Jamais saberemos a quantos lares ele levou a confiança, a paciência e a harmonia; quantos dra­mas ele ajudou a superar; quantos casos dolorosos foram suavizados com sua palavra de fé e seu convite para abandonar vinganças, rancores e incompatibilidades. Tra­dições chegadas até nós nos informam sobre memoráveis intervenções realizadas pelo San­to. Por exemplo, uma vez, fez falar um recém-nascido, para que confirmasse publicamente a inocência da mãe, acusada injustamente de adultério pelo marido. Em outra ocasião, curou uma mulher cujo marido, em um ím­peto de ciúme furioso, a tinha ferido de morte. Certa vez, um jovem havia agredido a mãe com um pontapé: arrependido cortou o pé, causando grande transtorno. Santo Antônio fez com que a parte desligada fosse reatada. Por esses e outros fatos, ele é considerado o Santo protetor das famílias e dos casamentos.

Trezena de Santo Antônio 2010, da Porciúncula de Sant´Ana

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