Niterói, 04/09/2010
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Aquidiocese

 

TEXTOS/ARTIGOS

Orientações para o melhor uso dos textos celebrativos seguintes durante o Tríduo preparatório do Jubileu

  

  • É necessário que alguém tome contato antes com o texto a ser utilizado fazendo adaptações, se necessárias;
  • Preparar bem o ambiente;
  • Elencar os cantos que serão executados, convidar instrumentistas e cantores;
  • Escolher bem os leitores;
  • Antes de começar a celebração explicar a metodologia, motivar os participantes, tentando inseri-los na importância do acontecimento que será celebrado;
  • Tentar cultivar a presença do silêncio sagrado e a atitude orante da santa Palavra;
  • Os textos produzidos para o primeiro dia do Tríduo poderão ser utilizados, no todo ou em parte, caso seja  conveniente.

Quaresma de 2010
Monsenhor Guedes

Arquidiocese de Niterói
1960 – 2010

Tríduo preparatório dos 50 anos de criação da Arquidiocese                              

  • Exposição do Santíssimo – Canto apropriado

 

Dirigente: Nossa Arquidiocese, “porção do povo de Deus confiada ao pastoreio do (Arce)Bispo com a cooperação do presbitério”, está completando Cinquenta Anos de existência. É certo que “unindo-se ela ao seu pastor e, pelo Evangelho e pela Eucaristia, reunida por ele no Espírito Santo, esteja nela presente e operante a Igreja de Cristo” (Cân.369 do CDC)

Todos: Nossa Arquidiocese expressará fortemente a presença do Senhor ressuscitado, se aqui for um “lugar privilegiado da comunhão”(DA).

Dirigente: Senhor Jesus, dai-nos clareza de entendimento para entendermos que quanto mais forte estiver nossa comunhão mais fecunda e santa será nossa Arquidiocese. Graças e louvores se deem a todo momento...

Todos: Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.

  • Adorando e Pedindo perdão

Dirigente: Senhor Jesus Cristo, manso e humilde queremos pedir-vos perdão por nossas misérias, principalmente pelas feridas que abrimos quando faltamos com a comunhão com nossos Bispos, nossos padres e com a comunidade onde vivemos.

Todos: Senhor, só podemos descansar quando tivermos certeza de que não cessamos de empreender esforços para que nossa Arquidiocese “seja casa e escola de comunhão, de participação, solidariedade e onde acontece o primeiro espaço da missão” (Cf. DA 84-86).

Dirigente: Na vossa ternura e bondade, não leveis em consideração os maus exemplos das administrações responsáveis pelo justo Bem Comum através dos nossos governantes quando não poucos irmãos e irmãs nada possuem enquanto outras poucas pessoas têm tudo em demasia.

Todos: Pedimos-vos perdão pelos ataques que sofrem nossas famílias, nossos jovens e crianças. A cultura da morte contra o sagrado direito da vida é muito grande, Senhor Jesus. Se nestes Cinquenta Anos de nossa Arquidiocese, não fomos vigorosos defensores da vida, pedimos vosso perdão e força para nunca desanimarmos na batalha em defesa da vida, que é um dom de Deus.

  • Momento de silêncio; caso seja conveniente colocar uma música orquestrada no aparelho;
  • Em seguida, um canto de cunho penitencial;
  • Orações espontâneas, também de cunho penitencial.

Dirigente: Nas nossas limitações, ferimos a comunhão quando não nos colocamos na prontidão de bons discípulos ficando separados da igreja como um todo, e apenas ligados ao meu grupinho, ao meu movimento ou à minha pastoral, numa atitude pequena e até nociva. Padres, diáconos e todo o Povo de Deus precisam formar com os Bispos uma só família num constante “sentir com a Igreja”. Nossa preocupação deveria ser esta: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias” das pessoas de nossa Arquidiocese, deveriam ser “também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Cf. GS n°1).

  • Adorando, Agradecendo e Louvando 

Dirigente: Diz-nos Santo Tomás de Aquino que o agradecimento traz outros benefícios. Dar graças é uma atitude de quem ama. É um ato de justiça e expressa maturidade. Quantas maravilhas o Senhor operou nestes Cinquenta Anos de existência de nossa Arquidiocese! Queremos, Jesus amado, agradecer ao Pai por nos terdes criado; a vós que morrestes por nós e, vivo, não morreis mais, garantia da nossa certeza de glória futura; ao Espírito Santo presença que garante nossa santidade; ao Santo Padre o Papa João XXIII que elevou a então diocese de Niterói à condição de Arquidiocese; pedimos e agradecemos a Deus pelos nossos prelados que se encontram na eternidade: Antonio Moraes, José Gonçalves e Carlos Alberto; nosso agradecimento, Jesus, por nosso Arcebispo Dom Alano Maria e por Dom Roberto Francisco, seu bispo auxiliar. Nossa especial gratidão a vós, Jesus, por nosso Santo Padre o Papa Bento XVI.

  • Canto preferencialmente de agradecimento;
  • Leitor ou cantor: Salmo 135 tradução da CNBB ou 134 da Ave-Maria;
  • Momento de silêncio;
  • Orações espontâneas de agradecimentos e louvores;
  • Canto à escolha.

Dirigente: Senhor Jesus Cristo, somos felizes por estarmos aqui diante de vossa presença eucarística para vos louvar e agradecer.

Todos: Nós vos adoramos, vos bendizemos e vos glorificamos, pois sois o nosso Salvador, nosso Bem maior.
Ó Maria, nossa mãe e mãe da Eucaristia, fazei-nos companhia neste tempo de adoração e agradecimentos. A Senhora que é Auxílio dos Cristãos e igualmente padroeira de nossa Arquidiocese, auxiliai-nos em nossos trabalhos e ensinai-nos a agradecer a vosso filho Jesus.

Dirigente: Queremos vos agradecer por nossos antepassados que construíram o que hoje possuímos: nossos Bispos e Arcebispos; os inúmeros sacerdotes; os leigos e leigas que se doaram, lutaram e sofreram nestes cento e dezoito anos de criação da Diocese e Cinquenta Anos de sua elevação à condição de Arquidiocese; por nosso Seminário São José; nossas paróquias com seus respectivos párocos e vigários paroquiais; os diáconos permanentes; os acólitos instituídos; os mescs e todos as pessoas que se dedicam para levarem adiante os desafios da missão, inclusive, o desafio da missão continental.

Todos: Nós vos louvamos, vos agradecemos e vos bendizemos. Somos a vós agradecidos pela vossa presença na Eucaristia, nosso alimento indispensável. Na pequenez de uma hóstia e na simplicidade de um pouco de vinho consagrados o Senhor se esconde para se apresentar no rosto de cada irmão.

  • Canto: Obrigado, Senhor, porque és meu amigo...;
  • Momento de silêncio;
  • Orações espontâneas.
  • Um leitor proclama o texto seguinte, pausadamente: Mt 11, 25-30.
  • Adoração, Envio e Compromisso
  • Canto adequado para este momento

Dirigente: Estamos certos de que muitas realizações aconteceram ao longo deste cinquentenário e por isso somos agradecidos à Trindade Santa a quem adoramos e em quem depositamos nossa fé incondicional. Sabemos também que resta muita coisa para se fazer e o caminho é cansativo. Não podemos ficar parados e acomodados; o caminho é longo e, ás vezes, muito estreito. Pentecostes precisa acontecer hoje, agora. O mandato do Senhor, de ir pelo mundo, não pode ser algo passado, dito para pessoas daquele tempo. Ele fala hoje para todos nós desta porção da Igreja de Jesus Cristo.

Todos: Sim, Jesus, estamos prontos; cada um de nós está em atitude de ação. Como podemos nos alimentar do vosso corpo e do vosso sangue numa atitude imobilista? A Eucaristia é o alimento indispensável dos discípulos e missionários. Avante, povo de Deus, a hora é esta e esperar mais pode ficar muito tarde.

Dirigente: Senhor Jesus, vós sabeis muito bem que há muitos missionários e missionárias doando-se ao máximo nas diversas paróquias de nossa Arquidiocese, mas ainda não são suficientes. Constatamos que há muita inércia e gente parada sem trabalhar na “messe que é grande”. É preciso um urgente “ardor missionário”.

Todos: Senhor Jesus Cristo, vivo e presente na Sagrada Eucaristia, fazei com que o Jubileu de Ouro de nossa Arquidiocese não fique só na lembrança e na contemplação de pessoas e fatos passados, mas que traga um apelo que inflame nosso desejo de “lançarmos as rede em águas profundas”. Que nosso imobilismo dê lugar a uma ativa comunhão e participação.

  • Um leitor proclama 2 Tim 4, 1-5;
  • Silêncio; o que diz o texto em si?
  • O que o texto diz para mim? O que ele me faz dizer a Deus?
  • Olhar a vida com os olhos de Deus;
  • Outro leitor proclama Is 50, 4-5 numa atitude orante;
  • Orações espontâneas com pedidos de compromisso e canto.

Dirigente: É difícil, Jesus querermos construir uma casa separando o cimento do tijolo, a areia das pedras e outros ingredientes que precisam estar juntos para a solidez da construção; nossa Igreja particular é esta construção. É imprescindível a soma de nossas forças. O individualismo e a falta de compromisso com as diretrizes da vida arquidiocesana são inimigos que alimentam a cultura da morte e nunca constroem a cultura de uma Igreja viva, unida e operante.

Todos: Queremos, Jesus sacramentado, estar abertos e prontos para estendermos os braços e abraçarmos uns aos outros, reconhecendo o bem que as pessoas, mesmo aquelas que são diferentes de mim, fazem e vivem. A crítica gratuita e imatura é destrutiva. Prometemos, com a vossa ajuda amiga, forte e indispensável, não medirmos esforços para que, em toda parte, possamos ser úteis na construção do Reino.

Dirigente: Com a ajuda madura do ver, julgar, agir e celebrar podemos chegar, com mais facilidade, ao encontro de uma pastoral orgânica que nos traga bons frutos. Na presença do Senhor vivo na Hóstia Santa poderíamos nos interrogar: Como estão nossa catequese paroquial, o catecumenato de adultos, a pastoral familiar, o trabalho com os jovens, o dizimo, o atendimento aos doentes e sofredores? O Domingo é de fato o grande dia de festa em nossas comunidades? Como está a sagrada Liturgia das missas dominicais? Como estão os movimentos em nossas paróquias?

Todos: Senhor Jesus, ao sairmos daqui queremos estar fortificados e prontos para aumentarmos o nosso trabalho em nossas comunidades. Cruzar os braços é negligência; a missão de todos nós é muito séria e a santidade não tem férias. Precisamos avançar firmes sem desanimar.

  • Canto à escolha, mas apropriado.   
  • Tão Sublime Sacramento;
  • Bênção com o Santíssimo Sacramento e bendito seja Deus;
  • Se houver a distribuição da Sagrada Comunhão, rezar o Pai Nosso;
  • Distribuir a comunhão e encerramento apenas com a despedida porque a bênção já foi dada, caso a presidência tenha sido de um padre ou diácono.
  • Segundo dia do Tríduo
  • Um leitor proclama pausadamente o capitulo 6° de São João a partir do versículo 30 até o versículo 59;
  • Guardar silêncio depois de terminada a leitura;
  • Antes de continuar a leitura, colocar canto, silêncio, oração espontânea e assim sucessivamente;
  • Isto feito sem pressa dará mais de uma hora. No final, Tão Sublime Sacramento e bênção com o Santíssimo, conforme se encontra no final do primeiro dia do Tríduo;
  • Caso seja conveniente, utilizar os conteúdos do primeiro dia do Tríduo. 
  • Terceiro dia do Tríduo

  • Proclamação orante do capítulo 17 de São João;
  • Silêncio após a proclamação do texto acima;
  • Uma pessoa após a outra proclama a leitura de um ou dois versículos do texto;
  • Após cada leitura silêncio, canto e oração espontânea de pedido de perdão, de ação de graças e de compromisso;
  • Caso seja conveniente, utilizar os conteúdos do primeiro dia do  Tríduo;
  • No final: Tão Sublime Sacramento, bênção e encerramento, conforme se encontra no término da celebração do primeiro dia do Tríduo.

Nossa Senhora Auxiliadora e São João Batista,
Rogai por nós!
 

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