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Notícias gerais › 01/01/2016

Plenitude do tempo chegou através do sim de Maria, diz Papa

 

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Na Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, o Papa Francisco explica o significado da plenitude dos tempos, e destaca que é preciso interpretá-la a partir de Deus

Neste primeiro dia de 2016, o Papa Francisco presidiu, na Basílica São Pedro, no Vaticano, a Missa pela Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus.

Na homilia, o Santo Padre explicou o significado histórico das palavras de São Paulo, presentes na segunda leitura de hoje (cf. Gl 4,4-7): “Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher”.

Francisco destacou que é preciso interpretar a “plenitude do tempo”, a partir de Deus. Pois, aos olhos humanos, aquele não era certamente o melhor tempo para os contemporâneos de Jesus, diante do império de Roma, que dominava grande parte do mundo com suas forças militares.

Porém, Deus estabeleceu o momento de cumprir sua promessa à humanidade. “Não foi a história que decidiu a hora do nascimento de Cristo. Pelo contrário, a sua vinda ao mundo permitiu à história chegar à sua plenitude”.

Foi por isso, enfatizou o Papa, que o cálculo de uma nova era começou com o nascimento do Filho de Deus:

“Logo, a plenitude do tempo é a presença de Deus em pessoa na nossa história. Agora, podemos ver a sua glória, que refulge na pobreza de uma estrebaria, e ser encorajados e sustentados pelo seu Verbo, que se fez ‘pequeno’ em uma criança. Graças a Ele, o nosso tempo encontra a sua plenitude”.

A plenitude do tempo
Entretanto, o Pontífice explicou que este mistério sempre contrasta com a dramática experiência histórica. A “plenitude do tempo” parece desmoronar diante de tantas formas de injustiça e violência, que ferem diariamente a humanidade.

“Como é possível que perdure a prepotência do homem sobre o homem? Que a arrogância do mais forte continue a humilhar o mais fraco, relegando-o às margens mais esquálidas do nosso mundo? Até quando a maldade humana semeará violência e ódio na terra, causando vítimas inocentes? Como pode ser ‘tempo da plenitude’ quando, diante dos nossos olhos, multidões de homens, mulheres e crianças fogem da guerra, da fome, da perseguição, dispostos a arriscar a vida para que sejam respeitados os seus direitos fundamentais?”, indagou o Papa.

Contudo, o Santo Padre afirmou que nada disso é maior que o oceano da misericórdia divina que inunda o mundo.

“Todos nós somos chamados a mergulhar neste oceano, a deixar-nos regenerar, para vencer a indiferença que impede a solidariedade. A graça de Cristo, que realiza a expectativa da salvação, nos impele a sermos seus cooperadores na construção de um mundo mais justo e fraterno, onde as pessoas e as criaturas possam viver em paz, na harmonia da criação primordial de Deus”.

Francisco disse ainda que, no início de um novo ano, a Igreja destaca como ícone de paz, a maternidade divina de Maria. “A antiga promessa realiza-se na sua pessoa, que acreditou nas palavras do Anjo; ela concebeu o Filho e tornou-se Mãe do Senhor. Através do ‘sim’ de Maria chegou a ‘plenitude do tempo’.”

Por fim, o Papa explicou que a “plenitude do tempo” leva a singularizar o sentido dos acontecimentos que tocam cada pessoa, cada família, país e o mundo inteiro.

“Aonde não pode chegar a razão dos filósofos, nem as negociações políticas conseguem fazer o que a força da fé e da graça do Evangelho de Cristo faz, abrindo sempre novos caminhos à razão e às negociações”.

Kelen Galvan
Da redação da Canção Nova 

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