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Notícias gerais › 11/09/2020

O perdão é possível

A parábola evangélica de hoje nos fala do perdão sem limites. Pergunta o apóstolo Pedro ao Mestre: “Senhor até quantas vezes devo perdoar?” Jesus responde a Pedro até “setenta vezes sete”, expressão judaica que significa “sempre”. Não existe limite para o perdão. Quem ama sempre perdoa. Só é capaz de perdoar, quem ama.

O perdão sempre é possível no coração de quem ama. O modelo é JESUS que mesmo na cruz perdoa o ladrão arrependido e os seus algozes: “Pai, perdoai porque eles não sabem o que fazem”. Poderíamos perguntar se o perdão tem limite? Diríamos que o perdão, não tem limite para quem ama. No momento em que colocarmos limite para perdoar, significa que deixamos de amar.

Amar significa ser cristão. Deixar de amar o próximo que eu vejo, convivo, significa deixar amar a Deus a quem eu não vejo e digo que acredito. O meu crer é mentiroso e minha oração é falsa: “Pai perdoai assim como nós perdoamos”. O perdão é incondicional: não tem limite de vezes e nem o tamanho da ofensa, mesmo a traição. O próprio Senhor foi traído com um beijo por dinheiro.

Há momentos em que, embora com boa vontade e disposição, alguém exclama: isso já é demais, estou cansado de perdoar, já não aguento mais, cheguei no meu limite. O amor não tem limite. Assim é também o perdão, sempre de novo é possível, para quem ama. Nunca devemos aceitar e amar o pecado, mas sempre de novo ir ao encontro do pecador, porque é um filho de Deus, criado à nossa imagem e semelhança. “O que fizerdes a um de meus irmãos, é a mim que fareis”, diz o Senhor.

Vejamos alguns pensamentos de nosso Papa Francisco sobre o tema do  perdão em sua homília às famílias: “o perdão traz a alegria onde a mágoa produziu tristeza, a cura onde mágoa causou doença”. Continua o Papa na sua reflexão: “o perdão é vital para a nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual”. Conclui a homília dizendo: “quem não perdoa não tem paz na alma e nem comunhão com Deus”.

O verdadeiro perdão se dá no encontro do ofendido com o ofensor.Ir ao encontro de quem me ofendeu é o maior gesto de amor. Num lar, numa família, numa comunidade onde existe reconciliação, existe paz, harmonia, alegria de se viver. “Onde houver ofensa, que eu leve o perdão”, proclamamos na oração da Paz de São Francisco. Esta oração  deveria ser diária para que houvesse: esperança, alegria, compreensão, perdão e amor no ambiente familiar e na comunidade. 

Frei Sergio Pagan

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