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Destaques, Notícias gerais › 11/09/2021

O mistério de Cristo: é o amor

                        O Evangelho deste domingo, XXIV do Tempo Comum, revela o momento culminante do processo da revelação do mistério de Cristo, narrado pelo Evangelista Marcos 8, 27-35. O texto do Evangelho está dividido em três momentos bem distintos: 1º- a confissão da fé de Pedro em Cristo. 2º- Jesus anuncia a sua paixão, morte e ressurreição. 3º- Jesus convida os discípulos para o seguirem e apresenta as condições do chamado: “renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”.

                        Seguir Jesus exige renúncia. Para segui-lo temos que entrar na fila, carregar a nossa própria cruz: do sofrimento psíquico ou espiritual, do físico ou social, da renúncia da sensualidade da corporeidade, do egoísmo e do egocentrismo e principalmente da falta de amor.  Requer a possibilidade de se entregar totalmente ao Evangelho e a Cristo: “quem perder a sua vida, por causa de Mim e do Evangelho, haverá de salvá-la”.

                        O amor a Deus e aos irmãos, constitui os braços da cruz que vamos carregar, seja na vertical a Deus e na horizontal aos irmãos. O nosso destino pode ser e será Cristo, mas será necessário dar o primeiro passo. O convite foi feito por Jesus a cada um: “quer me seguir, renuncie a si mesmo e tome a cruz”. O modelo é Jesus. Renunciou a tudo, tomou a cruz e a entregou ao Pai: “em tuas mãos entrego o meu espírito”. Cumpriu a Missão: “Eu vim para que todos tenham Vida Eterna”.

                        O que nos leva à perdição é o desejo de salvar os interesses próprios, como os bens materiais, privilégios, poder, fama, interesses particulares, numa palavra: os bens transitórios deste mundo que ninguém vai levá-los à eternidade. Tudo passará, só vai permanecer o Amor, segundo Paulo aos Coríntios. A capacidade de Amar é a condição para ser feliz, porque Deus é Amor: é o Mistério da encarnação e da salvação.

                        Colocaria mais um pensamento nesta minha reflexão que hoje, está na Carta de São Tiago 2,14: “Tu tens a fé e eu as obras. Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha Fé”. A fé sem obras, segundo o Apóstolo, é morta. Quais são as nossas Obras de Fé? O próprio Apóstolo dá alguns exemplos em sua Carta hoje: “dar alimento aos famintos, acolher os necessitados, ir ao encontro dos doentes, perdoar os que nos ofenderam e amar os que estiverem em nosso caminho”. O que de graça recebeste, de graça deis dar. Deus te abençoe.

Frei Sergio Pagan

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