Niterói, 04/09/2010
HOME   
 
PARÓQUIA   
 
Localização   
Fraternidade   
Histórico   
 
 

Secretaria   
Missas – horários   
Confissões – horários   
Batismo   
Casamento   

 
 
 
SEFRAS   
 
ORAÇÕES   
 
REFLEXÃO   
 
 
BOLETINS   
 
LINKS   
 
Aquidiocese

 

NOTÍCIA

23/07/2010

A mulher que desejava encontrar quem amava


João 20, 1-2. 11-18

Maria Madalena é mencionada no número dos discípulos de Cristo. Esteve presente ao pé da cruz e mereceu ser a primeira a ver o Redentor ressuscitado na madrugada do dia da Páscoa. Quando celebramos a Madalena temos a impressão de estar participando novamente da celebração da manhã de Páscoa. Gregório Magno, papa, escreveu página admirável que merece ser meditada:

Maria Madalena, tendo ido ao  sepulcro, não encontrou o corpo do Senhor. Julgando que fora roubado, foi avisar aos discípulos. Estes vieram então ao sepulcro, vieram e acreditaram no que a mulher lhes dissera. Sobre eles está escrito logo em seguida: Os discípulos voltaram então para casa (Jo 20,10). E depois, acrescenta-se: Entretanto, Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando (Jo 20, 11).

Este fato leva-nos a considerar quão forte era o amor que inflamava o espírito dessa mulher, que não se afastava do túmulo do Senhor, mesmo depois de os discípulos terem ido embora. Procurava  quem não encontrara, chorava enquanto buscava e, abrasada no fogo de seu amor, sentia a ardente saudade daquele que julgava ter sido roubado. Por isso, só ela o viu então, porque só ela o ficou procurando. Na verdade, a eficácia das boas obras está na perseverança, como afirma também a voz da verdade: Quem perseverar até o fim, esse será salvo  (Mt 10, 22).


Ela começou a procurar e não encontrou nada; continuou a procurar, e conseguiu encontrar. Os desejos foram aumentando, com a espera, e fizeram com que chegasse a encontrar. Pois os desejos santos crescem com a demora, mas se  diminuem com o adiamento, não são desejos autênticos. Quem experimentou este amor ardente, pôde alcançar a verdade. Por isso afirmou Davi:  Minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?  (Sl 41,3). Também a Igreja  diz no Cântico dos Cânticos: Estou ferida de amor (Ct 5,8). E ainda: Minha alma desfalece (cf. Ct 5,6).

Mulher, por que choras? A quem procuras? (Jo 20,15). É interrogada sobre o motivo de sua dor, para que aumente o seu desejo e, mencionando o nome de quem procurava, se inflame mais ainda seu amor por ele.


Então Jesus disse: Maria (Jo 20,16). Depois de tê-la tratado pelo nome comum de mulher sem que ela o tenha reconhecido, chama-a pelo próprio nome. Foi como se dissesse abertamente: Reconhece aquele por quem és reconhecida. Não é entre outros, de maneira geral, que te conheço, mas especialmente a ti. Maria. Maria, chamada pelo próprio nome, reconhece quem lhe falou e imediatamente exclama:  Rabuni, que quer dizer Mestre (Jo 20, 16). Era ele a quem Maria Madalena procurava exteriormente; entretanto era ele que a impelia interiormente a procurá-la.


Liturgia das Horas III, p. 1436-1436
Frei Almir Ribeiro Guimarães

| VOLTAR |
© Paróquia Porciúncula de Sant'Ana – Todos os direitos reservados