Niterói, 31/07/2010
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NOTÍCIA

28/02/2010

Transfiguração

“Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias, que apareceram envoltos em glória”  (Lc 9, 29-31).

Jesus havia subido ao monte com Pedro, Tiago e João, seus amigos e discípulos. Estes “tinham deixado vencer-se pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia” (Lc 9, 29-32).

No momento em que despertaram, os discípulos tiveram uma visão da eternidade de Jesus Glorioso: Jesus, a realização da Lei, representada por Moisés, e a dos Profetas, representados por Elias. A Antiga Aliança realizada na Nova e Eterna Aliança. O louvor, a adoração e a glória.

Em sua visão humana, Pedro queria levantar três tendas: uma para Jesus, uma para Moisés e outra para Elias (Lc 9, 29-33). Em sua simplicidade, ou até para fazer alguma coisa diante da tamanha grandeza do que estava presenciando, Pedro quis guardar no tempo o que o tempo não pode conter: a eternidade. Os discípulos se atemorizaram. Da nuvem, ouvia-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho, muito amado, ouvi-o” (Lc 9, 35).

O passado da história da salvação e a realização final de todos os homens e de toda a criação estavam diante dos discípulos.

Jesus, ressuscitado e glorificado, o elo de união entre passado e futuro, entre o tempo e a eternidade em Deus, mostrou-se aos seus amigos em toda a sua glória. E eles caíram por terra em adoração.

Pedro, Tiago e João são todos aqueles que seguem Jesus, bem de perto. São aqueles que param a fim de conversar com Ele todos os dias e que estão acostumados a ouvir a sua voz no coração, que ficam em silêncio para escutar. Estes também reconhecem a voz do Pai.

Pedro, Tiago e João são todos aqueles que oram e se prostram diante de Jesus em adoração, louvando-o e adorando-o sem cessar e, no poder do Espírito Santo, descem do Tabor para pregar o Reino de Deus com sinais e prodígios. O segredo do Tabor é, além de uma experiência espiritual profunda, ouvir o que nos diz o Pai: “Este é o meu Filho, muito amado, ouvi-o” (Lc 9, 35).

Todos nós queremos ficar no Tabor. É o lugar ideal da nossa oração e o lugar da nossa oração ideal. Mas, também, é um lugar de renovação. Ali nós somos transfigurados, pois, à medida que caminhamos com Jesus, o Espírito Santo vai nos transformando à sua imagem. Ali é um lugar de adquirir forças, onde somos envolvidos totalmente pelo amor do Pai, restaurados pela salvação de Jesus e animados pelo Espírito Santo. Mas, para acompanhar Jesus, é preciso descer do Tabor, enfrentar a missão e a cruz.

Então ressuscitaremos com Ele e com Ele seremos glorificados.

Tudo isto está reservado àqueles que crêem em Jesus, o Filho Único de Deus vivo, e proclamam que Ele é o Senhor. Amém.

Maria Lúcia Vianna
Fonte: Revista Jesus Vive

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