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Notícias gerais › 10/07/2016

Não deixes morrer o samaritano que está em ti

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Na vida familiar, na comunidade ou em outros ambientes que costumamos frequentar, podemos nos deparar com situações que nos questionam, ou nos deixam inquietos, vendo a dor, o sofrimento, a solidão e, às vezes, o estado de abandono ou de apatia em que vivem algumas pessoas.

Diante destas situações, podemos ter várias reações. Podemos ser indiferentes, fazer de conta que não vimos o sofrimento do outro, nem ouvimos o seu pedido de ajuda, manifestado no olhar, no silêncio e às vezes nas lágrimas. Preferimos passar por outro caminho para não mais precisar ver certas situações, tentando assim fazer calar a voz da nossa consciência. Podemos também ser solidários, manifestando compaixão, nos tornando sinal do amor, da ternura e da misericórdia de Deus para com os irmãos e irmãs que padecem.

Por isso, a conversão é uma experiência da qual não podemos abrir mão. Ela nos aproxima do Deus da vida, mas também nos faz descobrir e, às vezes, redescobrir a presença do Senhor nos irmãos. A conversão pode ser a passagem da falta de fé à fé, ou do mal ao bem. Na pessoa que crê no Senhor Jesus, a conversão pode se manifestar como uma passagem da fé considerada um complexo de doutrinas que se pode conhecer à fé vivida nas ações do dia a dia.

O Samaritano não fica perguntando quem é meu próximo, ele se faz próximo daquele que precisa, sabe manifestar compaixão, é capaz de ações de misericórdia, generosas, desinteressadas e livres de preconceitos. O exemplo dele é Jesus, que se fez próximo de cada um, dos justos e injustos, dos santos e pecadores, dos amigos e inimigos. Ele está atento não só às próprias preocupações, mas também às necessidades dos outros. Para o Samaritano, o próximo não é definido por uma teoria, mas por um apelo à sua misericórdia, a fazer-se próximo pelo amor caridade, comprometido com a vida, com o irmão, com a vida eterna no Reino de Deus.

Dom José Gislon, OFMCap

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