Newsletter

Notícias gerais › 15/01/2019

JMJ 2019: saiba mais sobre o Panamá, país-sede do evento

De 22 a 27 de janeiro, será realizada no Panamá a Jornada Mundial da Juventude 2019. O tema desta JMJ será “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)”, anunciado pelo Vaticano em novembro de 2018.

Esta, que será a 32ª edição do evento, terá como sede um dos mais importantes centros comerciais das Américas, cuja capital é a Cidade do Panamá. Mas por que o Papa Francisco o escolheu como sede deste evento destinado aos jovens católicos?

“A América Central não tem muita visibilidade, o Panamá é um país pequeno que tem certa dificuldade para atrair grandes atividades. A Jornada acaba por ajudar neste lado, que é um pouco esquecido das nossas Américas”, pondera o padre Antônio Ramos de Prado, assessor para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Muitas famílias, no Panamá, estão acolhendo os jovens peregrinos que participarão da JMJ, num ato em que o auxílio dos leigos se mostra fundamental para o sucesso do evento. “Todos acabam se envolvendo para contribuir, até porque os fiéis e leigos percebem que este é um grande evento, isto causa uma sensibilidade maior nas pessoas, trata-se de um gesto muito importante para o país”, explica o religioso.

O Panamá é um país de forte presença católica: são 2,7 milhões de fiéis espalhados pelo país ou 72% da população. “Lembremos ainda que São João Bosco é padroeiro do Panamá. Inclusive, uma das urnas de Dom Bosco está lá, o santuário dele é um centro de grande peregrinação. Isso só estreita os lados da Igreja com o Panamá”, afirma Padre Antônio.

Panamá mais de perto

A grade força motriz por trás do país é o Canal do Panamá, construído há quase um século. A construção foi fundamental para o desenvolvimento não apenas do Panamá, mas do mundo todo, uma vez que o canal liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico.

Os Estados Unidos encabeçaram a construção deste canal ― que levou uma década para ficar pronto (1904 a 1914). “Desde a conquista espanhola, a área tem sido de grande interesse estratégico para várias nações”, explica o geógrafo Gerson de Freitas Júnior. “Após o processo de transição da soberania do Canal, dos EUA para o Panamá, que durou pouco mais de vinte anos (1977-1999), os panamenhos passaram a administrar o Canal, o que é de grande importância econômica para o país”, reitera.

Do ponto de vista religioso, o Panamá é um país predominantemente católico. Em termo étnicos, é bem parecido com o Brasil, com uma população miscigenada, originalmente composta por grupos indígenas.

“Atualmente, a maior parte da população é composta por mestiços e descendentes de africanos, além de indígenas, pessoas de origem europeia e uma pequena porcentagem de pessoas de origem asiática. Assim como o Brasil, o Panamá apresenta núcleos de resistência de populações afrodescendentes, o que levou o país a participar do Projeto Quilombos das Américas – Articulação de Comunidades Afrorrurais (2011), em parceria com Brasil e Equador”, lembra o geógrafo.

Peculiaridades

O Panamá guarda diversas distinções e similaridades com seus vizinhos da América. Além da grande riqueza cultural, linguística e histórica, arregimenta a influência de muitos outros povos. “Embora a língua oficial seja o espanhol, ainda são faladas muitas línguas indígenas, com destaque para os sete grupos indígenas que ocupam grande parte do território do país em áreas designadas como Comarcas, sendo que os Naso vivem na fronteira entre o Panamá e a Costa Rica e organizam-se sob um regime monárquico próprio”, detalha Gerson.

Atualmente, a população indígena chega a cerca de 10% do total do Panamá.

Ainda sobre a economia, o dólar é a moeda predominante no país, mas atrelada a ela está o Balboa panamenho. “Ambas são aceitas, embora o Balboa só circule na forma de moedas. Na prática, o dólar americano é a moeda corrente e amplamente utilizado”, finaliza.

 

Fonte: site Canção Nova

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.