Niterói, 06/02/2012
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ESPIRITUALIDADE

Tem a ver sim

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda, advertindo a todos:
-Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
-Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, portanto não me incomode.
O rato foi até o carneiro e repetiu:
-Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
-Desculpe-me Sr. Rato, disse o carneiro. Não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces. O roedor dirigiu-se, então, à vaca. Ela foi categórica:
-Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar o seu triste destino.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira tinha prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou...
O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre nada melhor que uma canja de galinha. O marido pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal para a refeição.
Como a doença da mulher avançava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o carneiro. A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro, então, sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
Moral da história:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que ele não lhe diz respeito, lembre-se de que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
O problema de um é problema de todos.
Alguma coisa pode ser feita!

Eliane e Toniasso
Carta Mensal das Equipes de Nossa Senhora 391

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