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Artigos, Destaques › 16/03/2016

A reconciliação (confissão)

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Nb.: 1. Hoje se prefere falar da “confissão” como Sacramento da Reconciliação.

A presente síntese fraterna quer ajudar a viver melhor no horizonte misericordioso de Deus.

O QUE É A RECONCILIAÇÃO

– É o sacramento da mudança, da conversão, da vida nova;

É o sacramento do retorno, do pôr-se a caminho, do olhar para frente;
É o encontro da fraqueza humana com a força e a vida de Deus.

O QUE NÃO É

– Simples enumeração de pecados/faltas/erros;

Explicações e justificativas para deficiências humanas;
Passe para a comunhão;
Desabafo psicológico em torno de um certo mal-estar.

ATENÇÃO NECESSÁRIA

Se não se pode, se não se quer, se não há condições, se não se escolheu, se não houve vontade de fazer algum mal ou deixar de fazer algum bem… Não há pecado!

ENTÃO:

– Não existe pecado sem querer, sem buscar, sem que se optou (“eu não pude ir à missa…”);

Deus não pode ser chamado para castigar o que se não quis fazer: ele é Pai de misericórdia…

ALGUMAS ABORDAGENS

PECADO PESSOAL:
É o pecado ligado a nós: afeta a nós. Normalmente, pensamos que só em torno de nós é que há pecado. Infelizmente, acabamos pensando também que só alguns desvios sexuais são pecados… Outras áreas parece não serem problemas… ou não as mencionamos.

PECADO SOCIAL:
É aquele que afeta os outros. O pecado social reúne mecanismos de morte contra os outros ou de utilização dos outros em função de benefício próprio. Entre outras coisas, não só violo seus direitos, mas invado os invado ou os ignoro, criando situações de injustiças, desonestidades, exploração, etc.

PECADO ESTRUTURAL:
É aquele em que a própria situação ou condição em que sou colocado é pecaminosa, injusta, desonesta, má. Nem sempre é escolha nossa, mas nos envolvemos com esquemas e situações de degradação, descuido da vida ou de desrespeito ao outro ou de violação e uso de seus direitos.

O QUE DEVO CONSIDERAR, ENTÃO, PARA A CONFISSÃO:

Como estou sendo cristão e como estou oferecendo o que sou e tenho para Deus. Tenho que pensar se estou vivendo em função de mim ou em função do projeto de Deus!

Tenho que olhar como estou construindo o reino de Deus com os outros: se sou justo, honesto, bom, respeitoso, engajado, amigo e próximo; se meu objetivo de vida é em uma vida melhor para os outros ou somente para mim…

Deve perguntar também o que representa Deus em minha vida e em minhas decisões e em minhas situações… Se ele faz parte de meu tempo, de minhas opções e de minha presença na comunidade e em minha família… Se estou comprometido com os outros e com minha Comunidade.

Preciso ter um projeto de vida que me faça lutar por valores, causas e razões que são luzes que brotam do Evangelho e que me facilitam viver cada dia com nova esperança. Sem projeto, a confissão pode ser até mero dever.

COMO CONFESSAR, USANDO DE SIMPLICIDADE

Padre, não estou bem em relação a isso, aquilo e aquilo… Me descuidei ou me desviei em relação a… Ando atrapalhado com…. Deixei de… Não cuidei de… Não me esforcei… Estou arrependido por… Eu podia ter feito e não fiz… Eu me afastei disso, daquilo e…

LEMBRE-SE:

Não conta sua lista de pecados ou faltas, mas o quanto você quer mudar, melhorar e se identificar com o projeto de Jesus.
Confesse-se uma vez por ano ou sempre que precisar deste remédio de salvação e fortalecimento de sua caminhada.
Ao começar seu encontro com o Sacerdote, diga quanto tempo faz que você não recebeu o sacramento da Reconciliação. Preste atenção: se você é um amigo do confessionário pode ser que não seja amigo de um bom projeto de vida e de mudança.

DEPOIS DA CONFISSÃO

Cumpra a “penitência” que o sacerdote lhe impôs!Converse com Deus e peça para que lhe dê forças para viver de sua misericórdia: “Vai e não peques mais”.
Curta amar a Deus e sentir-se amado por ele.
Reforce seu compromisso com a construção do Reino!

 

Frei Salésio Hillesheim

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