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Artigos › 18/11/2015

A PAZ

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Na última terça-feira, 17/11, quando me preparava para escrever esses breves comentários, folheando o L’Osservatore Romano para fazer minha escolha, me chega um Whatsapp da minha irmã com o seguinte texto: “Aviso: Hoje às 21 horas o Papa convoca a todos do mundo, sem importar onde estejas, nem credo ou religião, a um momento de recolhimento, ou meditação ou oração pela Paz na Síria e no resto do mundo. Todo o planeta unido em oração pela PAZ. Refúgio para os que fogem da guerra. Por um mundo de PAZ e AMOR. Obrigado! Favor reenviar para seus amigos…”.

Não tive nenhuma dúvida e fiz algo que nunca faço. Sem me importar se era mesmo um chamamento do Papa Francisco, sem querer saber se aquilo não passava de mais uma dessas correntes que a gente é chamado a entrar a toda hora na internet, pus-me a divulgar a mensagem para todos que estavam na minha lista. Em alguns nomes eu dava uma meia parada: não, o Fulano não! Pois era exatamente para este que me senti inclinado a pular que percebi ser minha tarefa mais urgente, mais condizente com um chamado do Papa Francisco: vencer toda inclinação que nos afasta do outro.

Tornou-se evidente então pra mim, que vinha me recusando a escolher para comentar um texto sobre os últimos trágicos acontecimentos em Paris e, mais trágicos ainda, na Síria, já intensamente explorados pela mídia, que não tinha como fugir. Minha tendência estava sendo escolher um texto sobre o recentemente encerrado sínodo sobre a família. A matéria que me atraía era uma longa reportagem de capa do L’Osservatore que tinha como chamada o texto “Papa encerrou o sínodo sobre a família recordando que dever primário da Igreja é proclamar a misericórdia”.

Não tive, porém, alternativa. Voltei-me para a primeira chamada do L’Osservatore do dia dezesseis de novembro, cujo título era “A violência em nome de Deus é uma blasfêmia”. Ali, comentava-se a homilia de Francisco no Angelus dominical de 15 de novembro, onde este dizia: “Desejo reafirmar com vigor que o caminho da violência e do ódio não resolve os problemas e que utilizar o nome de Deus para justificar este caminho é uma blasfêmia”. Visivelmente abalado com os acontecimentos, o Papa questiona como pode o coração do homem projetar e realizar eventos tão horríveis, que abalam o mundo inteiro.

Interrompi a redação do texto em atendimento ao convite do Papa para meditarmos pela Paz e quando retornei tomei o comentário inicial da liturgia de hoje que dizia: “Irmãos e irmãs, aqui nos reunimos em torno de Cristo Rei. Ele nos diz que o projeto de Deus para a Humanidade tem um desfecho feliz”. É com essa certeza que somos impulsionados, mesmo em meio aos sofrimentos e dores, a acreditar e a agir para apressar esse reino que Deus preparou e prepara para todos nós. E começaram a chegar pequenos ícones de mãozinhas postas no meu Whatsapp em sinal de solidariedade ao chamado do Papa, dizendo Amém! Acreditamos!

Colaboração de Emmanuel Paiva de Andrade
Pastoral da Comunicação

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