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Artigos › 23/06/2016

A educação dos filhos

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O Papa João Paulo II dizia que “o ato de educar é a continuação do ato de gerar”. Para a sua boa educação, o filho em tudo depende dos pais (seus responsáveis perante Deus). Consequentemente, a educação dos pais é a base natural da educação do filho. Pais equilibrados naturalmente passarão equilíbrio à criança desde o seu nascimento. Por outro lado, pais medrosos, neuróticos, por exemplo, transmitirão ao filho seus próprios receios.

Os filhos são uma bênção; a maior riqueza do casal. Educá-los na fé e no amor é a principal missão dos pais. (…)

A maneira mais natural e eficaz de educar é pelo exemplo. A criança admira os pais e tem um forte e natural espírito de imitá-los em seus gestos, hábitos, linguagens e reações. A criança os imita. Se os pais batem, a criança aprende a bater também nos irmãos e amigos. Se os pais falam palavrões, a criança os repete. Se os pais rezam, a criança também reza. Por isso, é necessário ter cuidado na presença do filho e não se iludir com a ideia errada de que ele não entende.

Educar é formar bons hábitos; é levar a criança a habituar-se a fazer o bem. Contudo, sem pressa e sem violência, com amor. São prejudiciais, por exemplo, as repreensões irritadas ou violentas quando a criança falha em alguma coisa, pois essas atitudes criam inibições ou rebeldias.

Os castigos violentos não podem ser admitidos; pior ainda quando aplicados com instrumentos humilhantes: varas, paus, cintas, chinelos, etc.

Finalmente, confie o filho a Deus; ele lhe pertence. Ore por ele todos os dias e confie no amor de Deus que o guardará. Ajude-o a crescer com segurança e fé, descobrindo por si mesmo a própria vocação. Conduza-o a cultivar o próprio “ser” e a desenvolver os próprios talentos, em vez de buscar apenas o “ter”. Ajude-o a sair de si mesmo, do egocentrismo e do egoísmo, para ir ao encontro dos outros. Ensine-lhe o que é o amor e a solidariedade para com os que sofrem a seu lado. Mostre-lhe a beleza das virtudes e o perigo dos vícios e das más companhias que corrompem os costumes. Saiba fazê-lo desejar e praticar o bem em todas as circunstâncias para agradar a Deus. Mostre-lhe a beleza da humildade e o perigo do orgulho; a grandeza da pureza; os riscos da gula; o valor do autocontrole; a necessidade de dominar a ira, a inveja, o desejo de vingança e a ganância. Enfim, leve-o a cultivar a perfeição e a paz e, sobretudo, conduza-o a Deus que é a fonte de todo o bem.

Felipe R. Q. Aquino
Fonte: site da Canção Nova

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